Dois continentes, uma reivindicação: basta à riqueza extrema e à austeridade.

Cidade do México e Jacarta | 13 de outubro de 2025

Dois continentes, uma reivindicação: basta à riqueza extrema e à austeridade.

Da América Latina ao Sudeste Asiático, as pessoas foram às ruas no sábado, 11 de outubro, com uma mensagem para os que estão no poder: tributem os ultrarricos, cancelem as dívidas injustas e acabem com as políticas que fazem com que muitos paguem pelos benefícios de poucos.

Na Cidade do México, ativistas desfraldaram uma faixa gigante no Palácio Nacional antes de marcharem até o Palácio da Mineração. A mensagem para a presidente Claudia Sheinbaum dizia: “Claudia, não esperamos milagres, esperamos um imposto sobre os bilionários”.”

O protesto fundiu arte e ativismo. Centenas de milagritos trançados – pequenos amuletos que representam as esperanças das pessoas – foram tecidos para transformar um símbolo colonial em um mural vivo que exigia direitos. Em meio ao som de panelas batendo e cânticos por igualdade, os manifestantes reivindicaram a taxação da riqueza extrema para financiar bens públicos como saúde, educação, assistência, moradia, água, cultura, ação climática e igualdade de gênero.

Em Jacarta, moradores de Kampung Susun Bayam, acompanhados por artistas e jovens, reivindicaram o muro que separava sua comunidade do novo Estádio Internacional de Jacarta. Sua mensagem ao presidente Prabowo Subianto, projetada no local, dizia: “Prabowo, não venda nossa soberania no G20.”"- exigindo que ele defenda as demandas da maioria e não dos super-ricos na cúpula.".  

Ao longo do dia, a comunidade promoveu apresentações culturais, leu em voz alta um Memorando Popular e projetou suas reivindicações no horizonte da cidade. Suas demandas incluíam o fim das isenções fiscais para oligarcas, a reversão dos aumentos regressivos do IVA, o fim dos despejos e o cancelamento de políticas que agravam as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores.  

A milhares de quilômetros de distância, ambas as ações carregavam as mesmas reivindicações por justiça e responsabilidade. Com a proximidade das discussões do G20, movimentos que representam os 99% da população estão traçando uma linha vermelha contra a austeridade, insistindo que a justiça não pode ser negociada em salas fechadas, mas deve surgir das ruas.

Cornelius Gea, Coordenador Nacional da Aliança de Combate à Desigualdade na Indonésia, afirma:“Nós somos o 99%, vítimas da ganância corporativa. Em vilarejos e cidades, as terras do nosso povo estão sendo tomadas pelos chamados investidores, as elites, que por sua vez as degradam e poluem nossa água para obter lucro. As ações em Jacarta e na Cidade do México são uma mensagem clara aos super-ricos e aos governos de que não vamos parar de lutar contra a desigualdade até conseguirmos um sistema econômico justo.”   

Joan Meris, da Aliança de Combate à Desigualdade, acrescenta:, “Isto é apenas o começo. As nossas vozes serão ainda mais ouvidas na Cimeira dos Povos em Joanesburgo, África do Sul, em novembro, onde movimentos de todo o Sul Global se reunirão para traçar um caminho para uma nova economia global que funcione para as pessoas e para o planeta.”

As ações simultâneas na Cidade do México e em Jacarta ocorreram em um contexto de desigualdade crescente e redução do espaço cívico, onde os governos continuam a proteger as elites enquanto cortam serviços essenciais. Ao transformar símbolos de riqueza e exclusão em telas de resistência, pessoas em todos os continentes lembraram ao mundo que a luta por justiça econômica transcende fronteiras.

Fotos e vídeos em alta resolução das faixas e dos protestos estão disponíveis mediante solicitação.

 

Para pedidos de informação e entrevistas, favor escrever para:

Daud Kayisi, Diretor de Comunicações e Mídia, media@fightinequality.org I daud.kayisi@fightinequality.org
 

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