O que aconteceu
Veja você mesmo
Três dias em Constitution Hill, contados por quem estava lá.
Declaração do povo
Esta Declaração foi escrita pelo movimento, não para ele. É o produto de seis meses de Assembleias Populares em 20 países, reuniões públicas e três dias de debate na Cúpula Popular em Joanesburgo. Ela define o que uma economia global construída para o 99% realmente exige e quem está impedindo isso.
Nós, da 99% – uma Cúpula Popular pela Justiça Econômica Global – Declaração
Nós reivindicamos o futuro: O movimento 99% em prol de um mundo justo.
Estamos aqui em solidariedade como 99% — trabalhadores e agricultores, cuidadores e professores, migrantes e jovens, povos indígenas e afrodescendentes, LGBTQIA+ e outros membros marginalizados de nossas sociedades, tornados invisíveis pelos sistemas de poder. Viemos de todos os cantos da Terra, de terras marcadas pela dívida e pela exploração, de comunidades que resistem ao genocídio, ao patriarcado e ao caos climático.
Nos reunimos porque o mundo está à beira do colapso. A desigualdade se aprofunda. Dívidas ilegítimas sufocam nações. O colapso climático desloca milhões de pessoas. Guerras e autoritarismo silenciam vozes. Essas crises não são acidentais — são um projeto deliberado de uma ordem econômica global engendrada por meio da conquista, do colonialismo e da ganância, com um sistema racializado e patriarcal em seu cerne.
Hoje, declaramos: Basta! A vida deve vir antes do lucro. Pessoas e natureza não estão à venda.
Nossa Verdade
Vivemos em um sistema estruturado pela violência — econômica, social e ecológica. Um sistema moldado pelo neoliberalismo e pelo controle neocolonial, onde os 1% acumulam riqueza e poder enquanto a maioria luta para sobreviver. Dependência de dívidas ilegítimas e
Fluxos financeiros ilícitos roubam a soberania de nossas nações, enquanto a militarização e a vigilância drenam recursos da saúde e da educação. Monopólios digitais mercantilizam nossa criatividade e controlam nossos dados.
Essa violência é racializada, generificada e classista — criminalizando migrantes, apagando povos indígenas, explorando o trabalho de cuidado não remunerado e aprofundando hierarquias de casta e étnicas. Enfrentamos a crise silenciosa da saúde mental, impulsionada pela precariedade, violência e luto. Nossos corpos, nosso tempo, nossos sonhos são explorados para gerar lucro.
Dizemos: Basta. Basta de silêncio, basta de rendição — nos levantamos para recuperar nosso poder e nosso planeta.
Acabar com o controle neoliberal e neocolonial. Criar instituições responsáveis perante as pessoas e o planeta — não perante o 1%.
Que os super-ricos, as grandes empresas de tecnologia e as multinacionais paguem a sua justa parcela de impostos.
Acabem com os paraísos fiscais, as empresas de fachada e a fuga de capitais. Eles não estão apenas roubando dinheiro — estão roubando nossas escolas, hospitais e serviços públicos.
Substitua a arquitetura da exploração pela justiça da dívida. Realize auditorias populares para expor dívidas ilegítimas e cancelar aquelas que roubam a soberania das nações.
Acabar com a apropriação indevida de terras, a exploração trabalhista e a destruição ecológica. Defender as comunidades e os ecossistemas da extração de minerais críticos.
Rejeite as falsas soluções "verdes". Faça com que os poluidores ricos paguem pela eliminação gradual planejada dos combustíveis fósseis em escala global e por transições justas.
Valorizar o trabalho não remunerado. Garantir a justiça reprodutiva e a autonomia corporal.
Proteja os direitos territoriais dos povos indígenas. Invista em sistemas alimentares locais e sustentáveis.
Defender as liberdades de expressão, organização e criação.
Parem as invasões militares e o colonialismo de povoamento — e defendam o direito dos povos à terra, à vida e à libertação. Liberdade para o Sudão. Liberdade para a Palestina. Liberdade para a República Democrática do Congo. Liberdade para todos, em todos os lugares.
Nosso apelo
Nós, da Geração 99, precisamos nos organizar para mobilizar. Canalizaremos nossa raiva em ação – transformando a fúria em resistência e a resistência em transformação. Galvanizaremos o poder da Geração Z – uma geração que rejeita a diplomacia diante da injustiça e ousa liderar com raiva e imaginação.
De Chiapas a Karachi, de Nairóbi a Soweto, de Manila a Belém — estamos nos levantando. Estamos reivindicando nossas economias, nossos corpos, nossas terras, nossos futuros. Exigimos paz sem guerra, dignidade incondicional e um mundo construído coletivamente para muitos, não para poucos.
SAIBA MAIS
Leia nosso relatório para saber mais sobre a jornada do We The 99.
Unindo as esferas nacional, regional e global – nossa mobilização por um futuro equitativo está transformando vidas.
INVISTA NA MUDANÇA GLOBAL
Pronto para combater a desigualdade? Com o seu apoio, comunidades em todo o mundo em desenvolvimento podem promover a mudança que desejamos. Vamos trabalhar juntos para construir um futuro econômico mais justo.

