Nas últimas 4 semanas, iniciamos oficialmente a jornada para "Reconstruir Nossas Economias Falidas" por meio da criação de Alternativas Populares. Este movimento já testemunhou mais de 200 organizações em 28 países Já há muitos aderindo ao chamado, o que é um começo poderoso, mas ainda precisamos de muito mais pessoas nesse esforço. O objetivo coletivo é organizar e mobilizar em mais de 60 países, enquanto continuamos a construir as alternativas reais que podem nos recolocar no caminho certo rumo a um mundo com justiça, dignidade e igualdade.
A desigualdade está aumentando e países como o meu, o Quênia, nós, do 99%, estamos testemunhando um enorme aumento nas medidas de austeridade, o que levou ao aumento dos preços de alimentos, transporte, saúde, entre outros. No meu país, o governo reduziu os gastos públicos, causando impactos devastadores na vida das pessoas, à medida que o custo de vida aumenta e os serviços públicos permanecem subfinanciados. Vemos como o pagamento da dívida corrói os gastos com serviços públicos essenciais, da saúde à educação. Os impostos sobre os mais ricos foram drasticamente reduzidos, enquanto o resto de nós arca com as consequências. O sistema econômico atual beneficia os ricos e prejudica os pobres.
Devemos desafiar tanto os nossos governos quanto as instituições financeiras internacionais a romperem com o modelo econômico falido que prejudica as pessoas e o planeta. O Banco Mundial e o FMI estão se preparando para se reunir em Marrakech, Marrocos, em outubro de 2023, retornando à África após 50 anos. Devemos estar prontos para apresentar nossas demandas e articular as alternativas que pessoas ao redor do mundo vêm idealizando e construindo em suas lutas diárias.
Assine o apelo à ação. Vamos caminhar juntos, aos milhões, para promover mudanças reais, em 2023 e nos anos seguintes. "Não temos nada a perder além das nossas correntes". A luta continua!
Yvonne Ndirangu
Aliança Global de Combate à Desigualdade
